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Trecho interiorano da Anhangüera oferece risco

28/10/2008


Os operadores da Trans Sat já sabem: caminhões que trafegam pela Rodovia Anhangüera (SP 330) merecem atenção redobrada durante as operações de monitoramento remoto. Das rodovias estaduais paulistas, a Anhangüera é a campeã no ranking das mais vulneráveis ao roubo de cargas. Em 2007, segundo dados da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, só essa rodovia representou 13,67% das ocorrências registradas em todas as rodovias paulistas e federais que passam pelo Estado. Na mesma análise, foram identificados os tipos de carga mais visadas, apresentando os eletroeletrônicos como o item de maior expressão, representando 38,9% das ocorrências.
Nas proximidades da cidade paulista de Santa Rita do Passa Quatro, a 253 quilômetros da capital, os operadores da Central de Monitoramento da Trans Sat já registraram indícios da ação de quadrilhas especializadas em roubos de carga. Rômulo Marcolino Soares de Souza, supervisor Operacional da empresa, conta um caso recente, quando um motorista, ao concluir seu pernoite, notou que o cadeado de seu caminhão-baú havia sido violado. “Certamente, os bandidos queriam identificar o tipo de carga para uma ação incisiva mais adiante”, comentou o supervisor. “Como se tratava de matéria-prima para a indústria alimentícia, muito provavelmente não despertou interesse da quadrilha”, concluiu Souza. No caso em questão, o gerente de tráfego do cliente foi avisado e o motorista novamente orientado sobre os procedimentos em caso de emergência, uma vez que a Trans Sat oferece treinamento para os condutores dos veículos de seus clientes. Na central, os operadores passaram a operar em nível de alerta, até que a viagem fosse concluída com segurança. “Apesar da tensão, a viagem prosseguiu sem maiores surpresas”, contou o supervisor.
Souza aproveitou a situação para aprimorar o conhecimento dos operadores e gerar alertas ao cliente. “Somos constantemente informados sobre a situação das estradas e os pontos de maior risco”, conta. “Mas uma situação real é sempre mais determinante para provar nossas habilidades na condução desse tipo de contingência”. Para o cliente, duas recomendações foram vitais: a necessidade de adoção de trava eletrônica de baú, com abertura remota limitada à Central de Monitoramento, e a tranqüilidade do uso do botão de pânico, quando necessário. “Muitos motoristas acham que o botão de pânico pode colocar sua vida em risco e evitam utilizá-lo”, alerta o supervisor. “Mas ele é silencioso e se apresenta como o maior aliado do condutor em caso de emergência”. Segundo Souza, nunca na história da Trans Sat o acionamento do botão de pânico ofereceu qualquer risco aos motoristas vítimas de sinistro.
Outro alerta feito aos clientes vem sendo aplicado na medida em que trafegam pelas rodovias brasileiras. “Costumamos informar os pontos de maior risco, como é o caso da Anhangüera, nas proximidades de Santa Rita do Passa Quatro, nesse momento”, declarou o profissional. “O objetivo é prevenir para não precisar remediar”.


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